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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O mito de Perséfone e a origem da Primavera


Quem conta esta história é Homero, no século VII A.C.

Em um tempo muito antigo, era sempre Primavera. deméter, a deusa da fecundidade dos campos, passava o ano todo a cobrir a terra de verduras, flores e frutos. Os campos eram sempre verdejantes e as flores nunca murchavam. deméter era uma das esposas de Zeus, pai de todos os deuses e, com ele, tinha uma filha chamada Core. A jovem costumava brincar com as outras ninfas nos campos floridos. Um dia, atraída pelo perfume do narciso, Core afasta-se das companheiras e debruça- se para colher um botão que floria na borda de um penhasco. Nesse momento a terra se abre e surge da fenda o deus da morte e do mundo subterrâneo, Hades, que a carrega, apesar de seus gritos, em seu carro puxado por "imortais cavalos", para Hades, seu reino. Perséfone grita pedindo a Zeus que a salve, sem suspeitar que o rapto tinha sido tramado por ele mesmo e por Hades, seu irmão. Do fundo de sua gruta, Hécate, deusa da sombra e da tênue luz da lua, nada vê, mas ouve o grito de Core.

Durante 9 dias, deméter procura por sua filha, em vão. Na aurora do décimo dia, Hécate vem a seu encontro e diz à deusa inconsolável que sabia que sua filha tinha sido raptada mas não sabia por quem. Juntas, vão perguntar ao Sol, o deus Hélio, que tudo vê no seu curso pelo céu. O deus resplandecente conta que Perséfone tinha sido dada por Zeus a Hades para ser sua esposa e rainha do reino dos mortos, e volta para as alturas no seu carro de luz, deixando imersa em escuro desespero a deusa Deméter.

No mundo subterrâneio, Core recebe o nome de Perséfone.

Deméter abandona o Olimpo e vai para a cidade dos homens. Em toda a Terra, os campos secam e as plantas começam a murchar. As sementes não brotam mais. Zeus percebe que os homens estão perecendo pela fome e que, deste modo, não haverá mais oferendas e sacrifícios para os deuses. Os outros deuses vêm, então, suplicar à Deméter que volte ao Olimpo e cubra a Terra de fertilidade novamente. Mas ela declara que nenhuma semente brotará enquanto não lhe for devolvida Perséfone.

Finalmente, Zeus envia Hermes, o mensageiro, filho de Maia, ao Hades para pedir ao senhor dos mortos que concorde em ceder a esposa à sua mãe.

Hades dá seu consentimento; Core, exultante, prepara-se para partir. Na despedida, o marido pede-lhe que coma com ele alguns gomos de romã. Depois de compartilharem a fruta, Perséfone salta no carro dourado de Hermes e, "puxados por cavalos de longas asas" atravessam os mares, os picos das montanhas, e chegam ao bosque perto do templo. Mãe e filha correm em direção uma a outra e abraçam-se numa alegria sem limites. Subitamente, Deméter suspeita de um embuste e pergunta à filha se tinha comido alguma coisa enquanto estava no mundo subterrâneo. Perséfone lembra-se de ter partilhado a romã com o marido, e sua mãe sabe então que só a terá de volta por dois terços do ano. Um terço a filha terá que passar com Hades no reino dos mortos. Por isso durante uma terça parte do ano tudo seca e morre na natureza. E todos os anos, quando Core volta, tudo volta a brotar. Sua volta traz a primavera - sua mãe cobre a terra de flores.



(Imagem: "O Retorno de Perséfone" por Lord Frederic Leighton, 1891)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dríades



As dríades (de drys, "carvalho" em grego, da raiz proto-indo-européia *derew(o), "árvore" ou "madeira") são as ninfas das árvores, principalmente dos carvalhos.
Inicialmente eram o mesmo que as hamadríades, mas uma tradição tardia estabeleceu uma distinção: as dríades podem andar livremente pela floresta, enquanto as hamadríades estão permanentemente ligadas às suas árvores. Entre as dríades eram contadas a árcade Érato, profetisa do monte Cilene e esposa do rei Nictimos; e Titoréia, cujo nome foi dado a uma cidade da Arcádia.
A origem do culto das dríades parece ser a Arcádia. Ao contrário das outras ninfas, não costumam se ligar aos grandes deuses.
Na classificação da flora brasileira elaborada, em 1824, pelo botânico alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868), a região da floresta pluvial montana, ou seja, a floresta atlântica, foi denominada "Dríades".



Na Mitologia celta, dia 01 de junho e o Dia das Dríades, os espíritos das árvores.
Assim como os Homens Verdes Celtas protegiam a Vegetação e Pessoas, existia para a Civilização dos Celtas, também um Espírito Feminino, Protetor em especial das Árvores, as Dríades.
De acordo com estas antigas lendas as Dríades, nasciam com uma Árvore e a ela estariam intrinsecamente ligadas até a sua Morte. Como os Homens Verdes Celtas, as Dríades possuíam poderes Mágicos, aos quais gentilmente ensinavam aos grandes Sacerdotes Celtas, os Druidas.
Estas Belas Mulheres-Árvores, também eram receptivas ao Ser Humano de Coração Puro e a ele poderiam oferecer Proteção e atender pedidos, que há ninguém nem à Natureza pudessem prejudicar.
Para aqueles, que ainda hoje acreditam nos Poderes Divinos da Mãe Natureza, um pedido Digno e Nobre a uma Dríade, jamais deixa de ser atendido.
Uma forma simples de realizar tal intento é através de um singelo Ritual que aqui será descrito:


RITUAL DE PEDIDOS ÀS DRÍADES


Para realizar um Ritual às Dríades bastas que façamos uma pequena Festa a elas.
Num Lugar Verde, onde exista ao menos uma Árvore (pode até ser no Quintal de sua Casa), faça uma festa com um Bolo, um Pão, um Cálice de Vinho e uma melodiosa e alegre Música Celta. Antes de comer, procure relaxar junto a este Abençoado Ambiente e por certo, assim sentirá a presença das Dríades.
Quando percebê-las então dance com elas, procurando visualizá-las à sua volta ( não se preocupe, se não conseguir vê-las, elas lhe atenderão da mesma forma, pois estarão gratas por seu carinho).
Feito isto ofereça-lhes com Fé e Respeito os Alimentos que trouxe e coma também.
A porção destinada às Dríades deixe-a aos pés da Árvore. Finalize o Ritual com um Caloroso, Puro e Sincero Abraço na Árvore. Após um Dia, retorne ao local e recolha os resíduos dos Alimentos adequadamente.